21 de outubro de 2010

A Política da Educação.

Sempre estudei em escola pública, com exceção do cursinho de Inglês. Nunca vi necessidade em se pagar escola particular se o Estado é provedor de ensino, que na minha época era de qualidade.

Hoje eu entro na sala de aula e vivencio uma nova e perturbadora realidade. As escolas públicas beiram o caos e o que prevalece é a filosofia do "foda-se". Onde estão aquelas pessoas que inspiravam sonhos e instigavam o saber? E olha que eu nunca gostei de estudar, mas sei de todo esforço que tais pessoas depositaram em mim e em meus colegas.

Agora é tudo diferente. O magistério do Estado está saturado, em condições precárias: salas de aula sucateadas, prédios inteiros precisando de infinitas reparações que nunca são feitas, alunos selvagens e cada vez mais marginalizados e famílias omissas, que culpam a escola por suas falhas parentais. A política dos alunos é o soco, a agressão, é o descontentamento em estar lá. A política dos professores é lavar as mãos, pois não recebem para se incomodar. E assim vira baderna.

O governo federal quer letrar o Brasil. Quer letrar, massificar e industrializar diplomas. Projetos sociais é a capoeira e a aula de corneta, no melhor exemplo criança esperança. Não quero que meu filho seja um capoeirista corneteiro! Não quero que meus alunos ganhem um diploma se não forem merecedores, ou, no mínimo, apaixonados por aquilo que fizerem. Acho errado ludibriar pessoas limitadas com palhaçada.

Estava me lembrando das aulas de políticas públicas que nunca serviram pra nada. Geralmente os professores eram comunistas maconheiros que ficavam se masturbando sobre como está tudo errado na "esfera capitalista" (minha professora de sociologia dizia isso). Também me lembrei das aulas de didática, que nunca contribuíram.

Então é aquilo, ficamos de mãos atadas e com muito a fazer. Ninguém ajuda, todos esperam que saia uma "ordem do caos". Mas eu não acredito nessa possibilidade.

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