Tive ciência de tudo que fiz e não precisei jogar nada ao vento, nem envolver os demais. Bastou sentar-me e ver os devaneios de um louco sozinho. Toda a sensibilidade bela - porém pouco funcional - dos reconhecimentos, das cores, borboletas, duendes e mariposas cintilantes se perdeu. Vimos uma face doentia, tentando passar por cima de todos para realizar seus caprichos. Não adiantou a divisão de fotos, não adiantaram as milhares de cartas, nem o discurso batido, o envolvimento de amigos e invenções de histórias absurdas sobre suicídios e subornos. Me fiz uma cordilheira e ouvi meu coração.
E sinto pena de alguém tolamente movido por uma alteração hormonal. A inexperiência é movida por alterações hormonais. Mulheres justificam seus desequilíbrios constantemente com essas desculpas. E não acredito nos efeitos de tal destrambelhamento até hoje.
Não precisei me rebaixar, nem sair dos eixos. Não precisei lançar mão de confissões proibidas, me expondo, para conseguir o que queria também. Lembra-te que não fiz nada sozinho e que conheço melhor que tu cada centímetro de pedra flor e espinho que me rodeia.
Mas acima de tudo, eu amo. E de nada me arrependo.
Pensa e faze o que quiseres, mas EU AMO.
E quando duvidam de meu amor, recorro a Hamlet. Ahh, que deleite ver de perto as sinapses desconcertantes provenientes da lucidez. A verdade é como uma névoa que ilude e se faz não parecer, mas é a verdade. E, de fato, a única definição plausível para a verdade é a verdade pura, nua e doída. Ninguém quer ver a verdade, ao menos não querem vê-la como ela é... Assim, de fato. É mais fácil viver em devaneios né?
Voltando a Hamlet, deixo pairando minha citação favorita:
"Doubt thou the stars are fire;
Doubt that the sun doth move;
Doubt truth to be a liar;
But never doubt I love."
-- Hamlet's letter to Ophelia
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