7 de outubro de 2007

Então, agora resolvi passar numa locadora aqui perto pra ver alguma novidade. Mesmo cheia de coisas pra fazer e quase surtando por causa daquela estagnação de 'sei que tenho que fazer mas agora não posso-mesmo podendo', resolvi locar alguns filminhos, nada de muito introspectivo, só por entreter mesmo.

Mas a questão nem são os filmes, mas a situação na qual me deparei. Estava eu lá, escolhendo meus fiminhos, quando entra um menino chorando e fazendo esparro, sem dizer coisa com coisa. Depois de quase dez minutos tentando acalmar o guri, saem as palavras 'ligaram' e 'pegar'. Daí sentei e conversei, disse que ali estaria seguro e que não deixaria mal algum acontecer a ele e blablabla. Então, engolindo as lágrimas, ele me disse que uma chamada não-identificada havia sido feita e que nela, um cara dizia que iria pegá-lo, pois sabia que sua mãe não se encontrava em casa e talz. Sem saber o que fazer, ele deixou a casa toda aberta e saiu correndo pro primeiro estabelecimento aberto que achou.
Aí o atendente da locadora ligou pra mãe dele e ele ficou ali a esperando.

Me deu uma coisa ver aquela criatura naquele desespero, mas me lembrei de uma vez que fizeram isso qdo era pequena. Ligaram pra casa e me disseram algo assim. Eu tinha a mesma idade dele, uns 10 anos, por aí.
A minha reação foi diferente, eu tranquei a casa e fiquei no meu quarto vendo tv até meus pais chegarem, sem maiores alardes. Eles ficaram bem preocupados, então colocaram um sistema de segurança e pagaram o guardinha da vizinhança pra ficar de olho aqui, sobretudo qdo não estivessem (na época que a vizinhança tinha guardinhas, daqueles que apitavam a noite inteira enqto andavam de bicicleta pela volta).

Daí esperei a mãe dele ali com ele, que não desgrudou um segundo de mim. Ela não disse coisa com coisa, ficou mais me agradecendo, mas pelo menos soube acalmar o guri, pois ele queria vê-la a todo custo.
Fiquei até pensando no que fizeram praquele guri ficar naquele estado...
Tadinho =\

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