Dentre tantas reflexões, tive de colocar o título em inglês...
"Gosto de Cereja" é um filme interessantíssimo, que nos leva a questionar nossa própria existência e tudo aquilo que damos relevância, com um ar de vida que se finda. O tédio aparente do cenário árido é a nítida representação do marasmo que Badii se encontra e que, sem revelar os verdadeiros motivos, faz com que ele queira tirar a própria vida. Badii é um cara amargurado e chato, querendo se suicidar. Vive no Irã, que não é o lugar mais feliz do mundo. Procura alguém que tope enterrá-lo após sua tentativa de suicídio (sim, pois algo pode dar errado) em troca de dinheiro. Aí ele fica rodando eternamente durante o filme em busca do "escolhido". Ele tenta várias pessoas, convidando-as para darem um passeio de carro, mas só três aparecem. O intrigante é que a solidão norteia todos os personagens que aderem à jornada de Badii, apesar deste não ser o único ponto em comum entre eles. Notei que cada um possui uma nacionalidade diferente e que todos saíram de seus paízes por causas consideradas perturbadoras na sociedade em geral, sobretudo em meio a guerras e regimes não-democráticos: política, religião e ciência. Outro ponto interessante (que até me lembrou de um conto do Italiano) é que o primeiro é um guri, o segundo é um adulto e o terceiro é um velho. Diferentemente do conto, eles não se encontram, mas remete à questão da sabedoria do velho versus a inexperiência do jovem, ou algo assim. Badii conversa com os "candidatos" (outro aspecto contraditório, pois normalmente uma pessoa que quer se suicidar não pensa de forma tão cuidadosa no enterro, local do enterro, quantas pás de areia a criatura tem que jogar após constatar a morte do dito cujo e etc), tentando oferecer o "emprego", sem levar muito em consideração os valores morais de cada um deles, fazendo algo meio estado-unidense: comprar as pessoas acima de tudo, que por suas vezes o tentam fazer mudar de idéia. Os diálogos falam, mas a falta deles fala mais, pois numa contradição (!), a falta de falas é o clamo pela vida proposto constantemente através duma óptica destorcida e não fácil de ser compreendida. O mais difícil de ser compreendido é o final, que simplesmente não há, revelando que nada é revelado. Eu poderia contar o que ocorre no final e isso não alteraria em absolutamente nada na questão da expectativa, pois ele nos deixa tão no vácuo que acabaria por representar uma infinidade de coisas para cada um. Para mim representou a eternidade da vida: ela perdura por mais que se finde. Antes do final deste texto horrendo, escrito em meio a sono e cansaço, quero lembrar que vale a pena ver esse filme!!! :P
Ah, acabei de voltar do Cassino! Nunca ri tanto! Aliás, eu e a minha comparsa, Tia Lú... Tchê, é tri engraçado andar pela "passarela da degradação humana", tinha até me esquecido disso. Ainda passamos no Dunas pra assistir "As Crônicas de Nárnia", filme muito engraçado por sinal, onde encontramos figuras míticas e lendárias, as quais nos perseguem feito praga que se alastra, feito vespa fora da casinha, abelha fora da colméia, porco vesgo em cancha reta, joio filho da mãe, e por aí vai... :P Eu ri o tempo todo, sobretudo durante o trailer do King-kong :D Filminho tosco que deve ser.
Abraço!
"Gosto de Cereja" é um filme interessantíssimo, que nos leva a questionar nossa própria existência e tudo aquilo que damos relevância, com um ar de vida que se finda. O tédio aparente do cenário árido é a nítida representação do marasmo que Badii se encontra e que, sem revelar os verdadeiros motivos, faz com que ele queira tirar a própria vida. Badii é um cara amargurado e chato, querendo se suicidar. Vive no Irã, que não é o lugar mais feliz do mundo. Procura alguém que tope enterrá-lo após sua tentativa de suicídio (sim, pois algo pode dar errado) em troca de dinheiro. Aí ele fica rodando eternamente durante o filme em busca do "escolhido". Ele tenta várias pessoas, convidando-as para darem um passeio de carro, mas só três aparecem. O intrigante é que a solidão norteia todos os personagens que aderem à jornada de Badii, apesar deste não ser o único ponto em comum entre eles. Notei que cada um possui uma nacionalidade diferente e que todos saíram de seus paízes por causas consideradas perturbadoras na sociedade em geral, sobretudo em meio a guerras e regimes não-democráticos: política, religião e ciência. Outro ponto interessante (que até me lembrou de um conto do Italiano) é que o primeiro é um guri, o segundo é um adulto e o terceiro é um velho. Diferentemente do conto, eles não se encontram, mas remete à questão da sabedoria do velho versus a inexperiência do jovem, ou algo assim. Badii conversa com os "candidatos" (outro aspecto contraditório, pois normalmente uma pessoa que quer se suicidar não pensa de forma tão cuidadosa no enterro, local do enterro, quantas pás de areia a criatura tem que jogar após constatar a morte do dito cujo e etc), tentando oferecer o "emprego", sem levar muito em consideração os valores morais de cada um deles, fazendo algo meio estado-unidense: comprar as pessoas acima de tudo, que por suas vezes o tentam fazer mudar de idéia. Os diálogos falam, mas a falta deles fala mais, pois numa contradição (!), a falta de falas é o clamo pela vida proposto constantemente através duma óptica destorcida e não fácil de ser compreendida. O mais difícil de ser compreendido é o final, que simplesmente não há, revelando que nada é revelado. Eu poderia contar o que ocorre no final e isso não alteraria em absolutamente nada na questão da expectativa, pois ele nos deixa tão no vácuo que acabaria por representar uma infinidade de coisas para cada um. Para mim representou a eternidade da vida: ela perdura por mais que se finde. Antes do final deste texto horrendo, escrito em meio a sono e cansaço, quero lembrar que vale a pena ver esse filme!!! :P
Ah, acabei de voltar do Cassino! Nunca ri tanto! Aliás, eu e a minha comparsa, Tia Lú... Tchê, é tri engraçado andar pela "passarela da degradação humana", tinha até me esquecido disso. Ainda passamos no Dunas pra assistir "As Crônicas de Nárnia", filme muito engraçado por sinal, onde encontramos figuras míticas e lendárias, as quais nos perseguem feito praga que se alastra, feito vespa fora da casinha, abelha fora da colméia, porco vesgo em cancha reta, joio filho da mãe, e por aí vai... :P Eu ri o tempo todo, sobretudo durante o trailer do King-kong :D Filminho tosco que deve ser.
Abraço!
2 comentários:
1º dá uma revista no teu 'países'.
2º KING KONG NÃO É TOSCO!!! VEJA DEPOIS FALE MAL!!!!
3º eu já conhecia esse filme antes de vc:P embora não achei ;/
4º A LISTA! pra resenhar e discutir no lugar apropriado ;)
1º) olha só quem me corrige ¬¬
2º) avisei que tava mal escrito!
3º) procura melhor que tu achas :P
4º) eu discuto lá também >P
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