9 de outubro de 2005

Da vida, um caótico

E é o que ocorreu. Não necessariamente que tenha acontecido, mas ocorreu. Na mente, no ímpeto impulsivo do ID infantil. Ocorreu, pois queria que ocorresse. Queria que o corresse, como de fato o correram. E ele correu.
Ao vento, foi se sumindo, ao nada se esvaindo, ao profano: Bem Vindo! Pobre o menino. Não deixavam-no vislumbrar a verdade. Sim, fiquei a distorcer o mundo, ludibriando-o como se fosse um grande sei lá. E sei lá é o que me resta. Resta de sobra, não o que presta. Já nem sei se eu presto ou se sou resto de sobra. Mas da volúpia vem a mescla de prazer e prosa, que origina um sentimentalismo que por vezes é ínfimo e protético, antagonista do poético - permanente, que não se põe nem tira. Quanto a mim, sei lá, volúpia, prosa e protético, pequeno e patético, frio que qualquer um tira, atira, mata. C'est finit.

3 comentários:

Tiago Tresoldi disse...

cidadeinvisivel.blogspot.com

disse...

'o que não sei lá' escutei isso numa música, gostei :)

Andréia Pires disse...

Ê! de volta também!