Se o tempo passar
Se o mundo acabar
Se eu me esquecer
Se eu te perder...
O tempo vai acabar
O mundo vai passar
Eu vou me perder
E igualmente te esquecer?
-Mas se eu...
-Shhh! "Se" é uma coisa que não deveria existir!
-Mas...
-Shhh! Já disse! Faze o que teu coração sentir!
Uma vez um aleatório que eu gosto muito, mas pouco vejo, me disse isso sobre o "se". Teria ele razão?
Ahh, foi ele quem me ensinou a ver a lua também. Segundo ele, sem esse tipo de gente, o mundo estaria perdido.
Na época eu era uma guria de colégio, memoriada e não angulosa. Não via o mundo em quadrados cúbicos e pontiagudos, com interjeições nos cantos e interrogações no centro. Não via o grande "não" que eu vejo hoje. Não me preocupava com as redundâncias da minha escrita e nem com o futuro que me aguardava. Era alegre, cantava e dançava... Ahhh.
Esses dias vi ele na FURG. Continua a mesmíssima pessoa. Parou, falou comigo, conversamos sobre o meu fichário, sobre a minha pasta rosa e sobre um monte de coisas aleatórias, que assim como ele, são relevantes na vida, já que tudo tem um "ou não" depois.
Indubitavelmente ele é uma pessoa aleatória. Tamanha é a veracidade desse fato, que o chamamos de "pessoa", pois ele afirma ser ninguém, resumindo-se à própria insignificância. Eu discordo, mas como sou uma procheneta da sevandija, fico quieta. Só sinto falta. Este nosso complexo de inferioridade... De qualquer forma, ele é alguém indizível.
Digamos que é o ser não ser que acaba conosco: o que ele diz não ser eu acho que é. Isso pode ser aplicado na questão do "se". Mas já não sei se ainda me acredito. Talvez ele esteja certo...
Lanço a pergunta no ar: deveria ou não existir "se"?
De vez em quando eu acho que não, mas ajo como sim. Assim... Contraditório assim...
Júlio, sei que talvez nunca venhas a ler isso, mas registro aqui que sinto falta da tua aleatória presença.
"O mundo precisa de corações e de cérebros francos. Não é mediante sistemas rígidos, quer sejam velhos ou novos, que isso pode ser conseguido." (Bertrand Russell)
Isso é para alguma pessoínha chata e para uma professora infernal.
Abraço.
Um comentário:
Indubitavelmente, o 'se' não existe!!!!!!!!
uou... issoé de se pensar por hooras a fio...
;)
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